Janaína Moraes's profileBem-Vindo ao meu Mundo d...PhotosBlogLists Tools Help

Blog


    November 01

    é.

       
                          "PREFIRO MORRER DE VODCA DO QUE DE TÉDIO" - MAIAKÓVISKI   
     
      Choro pelo mundo                                              " Uma aguda melancolia derivada da ausência de um ser querido, de um
     por tão triste que é                                                                     tempo ou lugar."
     estar trancado aqui
     o qual o único caminho alternativo a ir
     é escuro e desconhecido                                     O coração se comprimi e no rosto imprimi sua ânsia de amor.
     Choro por nada poder fazer
     para daqui fugir
     se vou,                                                                    Acredite em mim
     deixo lágrimas na terra                                            quando digo sim
     e dores eternas.                                                       Tenho guardado aqui         
                                                                                    Todo o amor do mundo.         
     
     
     
     
                                              
    October 18

    Serei mesmo eu uma romântica? ao extremo?

     
    CACOS
    QUEBRADOS
    QUE FEREM E SENTEM
    POBRES CACOS, ANDAM TÃO JOGADOS
    PEDAÇOS DE GENTE.
     
     
    18/10/06
    October 14

    |_|

     
    |_|
     
     Quatro traços, um quadrado
    Que formam, limitam e enquadram
    Figuras, formatos e tormentos
    Dentro dos quatros, até pensamentos
    O mundo entre quatro
    Traços, quadros.
     
     
    19/09/06 - Janaína
    October 04

    Pablo Neruda

    Te Quero

    Autor: Pablo Neruda



    Não te quero senão porque te quero
    E de querer-te a não querer-te chego
    E de esperar-te quando não te espero
    Passa meu coração do frio ao fogo.



    Te quero só porque a ti te quero,
    Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
    E a medida de meu amor viageiro
    É não ver-te e amar-te como um cego.



    Talvez consumirá a luz de janeiro
    Seu raio cruel, meu coração inteiro,
    Roubando-me a chave do sossego.



    Nesta história só eu morro
    E morrerei de amor porque te quero,
    Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.
     
     
    A Frederico Nicholson - porque quero-te sempre.

     

     


    September 22

    Casca abandonada

     
    Deixar que minha pele apodreça
    Junto a outras lá deixadas
    Libertar minha alma desta razão podre
     
    Deixar este corpo sem sentido
    para os vermes que dele se alimentam
    para os cientistas que dele sobrevivem
     
    Jogar fora esta carcaça inútil
    ressecada e apodrecida
     
    Mas, que junto a esta não reste amores
    Pois, não sou mais isto, sou aquilo que agora voa livre.
    August 30

    apenas

     
                Cada silêncio que sai da minha boca, são gritos seguidos de gritos de meus pensamentos.
             Preciso vomitar isso que me cala.

          
    August 16

    Na noite

    A noite desaba
    A cantiga é cantada
    A lua laçada
    No espaço pendurada
    No espaço oco
    Espaço da minha cama
    Ela é procurada
    Mas nunca alcançada
    Sendo sempre, sempre
    esperada.
     
     
    Janaína Moraes Franco. 26/05/06
    June 08

    De baixo da madrugada

      Uma madruga.Ouso dizer uma madrugada fria.Uma madrugada de outono em Aracaju.Não sei da onde venho,mas venho.
      Venho com ânimo de uma madrugada fria;com álcool e nostalgia.
      O plano muda.A visão,a compreensão de toda realidade toma outra forma.
      Raiva instantânea.Revolta secundária.
      Olho,olho e olho.Olho em todos cantos.Juro,olho e não entendo.
      Há pouco escutava vozes em meu quarto;há pouco sentia em meu corpo.E olho,olho e não vejo nada.Não entendo.
      A lógica desaparece,parecendo nunca ter existido.
      E finalmente chego a algo mais próximo da minha procura.Me encontro,e me pergunto com é possível.Um dia ter,outro não mais.
      Olho em todo quarto,pois só pode ser uma brincadeira.Olho até pelo espelho a procura de assim enxergar.Encaro-me e escrevo: "Procurei dentro dos meus olhos reflexos teus.Procurava entre o brilho de minhas lágrimas e no fundo castanho de meus olhos algum sinal teu.
      Procurava,procurava,procurava.Porque não entendia por quê já não estava mais aqui.
      Eu quero te achar."
    May 24

    outro dia,mais uma noite

     
    Noite vai
    lua vem
    Dia vai
    Noite vem
    Sol nasce
    Noite anoitece
    Dia foi
    Dia vem.
     
     
     
     
     
     
    Janaína F. 15/05/06
    May 18

    Poesia surrealista/dadaísta

     
    Meus por meus
    Senhores ateus
    Por meus
    Meus
    Meus.
     
     
     
    Janaína F.
    May 16

    Tudo do mundo

    Tudo do mundo
     
     
    Tenho todos defeitos do mundo
    Tenho toda loucura do mundo
    Tenho tudo em mim.
     
    Tenho toda a impaciência
    Toda a raiva
    Todo amor.
     
    Tenho toda a chatisse do mundo
    Que nem eu me aguento
    Peço-me:"Durmas por favor,já não te aguento mais
    Trás contigo todo sentimento do mundo,
    Que nem o mundo é capaz."
     
    Trago em mim os erros,
    Os vícios,as besteiras.
    Trago em mim a confusão
    A Loucura é minha irmã siamesa.
     
    Janaína
    April 07

    Canto a nada

    Canto a Nada
     
    Pouco me importa que a porta de Marcela
    seja torta
    Pouco me importa o canto do seu pranto no
    canto do quarto
    Pouco me importa que caiam lágrimas tortas
    no canto dos meus olhos
    Porque pouco me interessa cada
    cena atuada dessa peça.
     
     
     
     
    * Escrevo, libero e depois deixo-as perdidas, minhas palavras,em páginas fechadas e guardadas.Até por não sei quanto tempo.Até um dia as páginas se verem abertas e as palavras livres para irem para o mundo da imaginação e nesse abstrato se tornarem concretas.
     
     
     
     
     
    April 04

    Vinicius de Moraes- Nova antologia poética

    Cântico
     
     
    Não,tu não és um sonho,és a existência
    Tens carne,tens fadiga e tens pudor
    No calmo peito teu.Tu és a estrela
    Sem nome, és a morada,és a cantiga
    Do amor,és luz,és lírio,namorada!
    Tu és todo o esplendor,o último claustro
    Da elegia sem fim,anjo!mendiga
    Do triste verso meu.Ah fosses nunca
    Minha,fosse a idéia,o sentimento
    Em mim,fosses a aurora,o céu da aurora
    Ausente,amiga,eu não te perderia!
    Amada onde te deixas,onde vagas
    Entre as vagas flores?e por que dormes
    Entre vagos rumores do mar?Tu
    Primeira,última,trágica,esquecida
    De mim!És linda,és alta!és sorridente
    És como o verde do trigal maduro
    Teus olhos têm a cor do firmamento
    Céu castanho da tarde- são teus olhos!
    Teu passo arrasta a doce poesia
    Do amor! prende o poema em forma e cor
    No espaço;para o astro do poente
    És o levante, és o Sol!eu sou o gira
    O gira, o girassol.És a soberba
    Também, a jovem roda purpurina
    És rápida também, como uma andorinha!
    Doçura!lisa e murmurante...a água
    Que corre no chão morno da montanha
    És tu; tens muitas emoções; o pássaro
    Do trópico inventou teu meigo nome
    Duas vezes, de súbito encantado!
    Dona do meu amor! sede constante
    Do meu corpo de homem!melodia
    Da minha poesia extraordinária!
    Por que me arrastas? Por que me fascinas?
    Por que me ensinas a morrer? teu sonho
    Me leva o verso á sombra e á claridade.
    Sou teu irmão,és minha irmã;padeço
    De ti, sou teu cantor humilde e terno
    Teu silêncio, teu trêmulo sossego
    Triste,onde se arrastam nostalgias
    Melancólicas,ah,tão melancólicas...
    amiga, entra de súbito, pergunta
    Por mim, se continuo a amar-te; ri
    Esse riso que tosse de ternura
    Carrega-me em teu seio, louca! sinto
    Sinto a infância em teu amor! cresçamos juntos
    Como se fora agora, e sempre;demos
    Nomes graves ás coisas impossíveis
    Recriemos a mágica do sonho
    Lânguida! ah, que o destino nada pode
    Contra esse teu langor; és o penúltimo
    Lirismo! encosta a tua face fresca
    Sobre o meu peito nu, ouves?é cedo
    Quanto mais tarde for, mais cedo! a calma
    É o último suspiro da poesia
    O mar é nosso, a rosa tem seu nome
    E recende mais pura ao seu chamado.
    Julieta!Carlota!Beatriz!
    Oh, deixa-me brincar, que eu te amo tanto
    Que se não brinco, choro, e desse pranto
    Desse pranto sem dor, que é o único amigo
    Das horas más em que não estás comigo.
     
     
     
     
    March 23

    Palavras- Malditas!Amadas!

    Palavras- Malditas!Amadas!

     

    Ô malvadas, malcriadas!Que agora me sustentam o xingamento, mas que me fogem do pensamento quando  realmente necessito!Ô miseráveis que agora só aparecem desta forma, em forma de palavrões afim de exalar minhas emoções.

     

    “Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ter tudo o que quer”.

     

    Agora elas pulam comigo de acordo com o ritmo: Pê-pê-pê rê-re-pê pê Taj Mahal

    Dançam alegremente, num som gostoso de se dançar e se deixar levar.

     

    Ô malcriadas mais amadas!As que me fogem, as mesmas que comigo dançam, as mesmas e únicas que me interpretam, às vezes de tão complexo nem elas me entendem e conseguem passa pra nosso companheiro branquelo aqui, as coisas que se passam na criação delas.Agradeço-as pelas traduções, pelas aflições derramadas por vocês no branquelo aqui.Acompanham-me em...(fujonas! Voltem!) meus sentimentos, meus momentos, meu astral.

    Sejam elas grafitadas, digitadas, todas elas são impressões de minhas idéias.Boas ou ruins com sentido ou sem, compreensíveis ou não, todos os gritos ou silêncio delas vêm de mim, do meu Mundo das Idéias.

     

     

     

    March 17

    As rosas não falam,simplesmente exalam

    Glamurosa rosa...Que cores!Pétalas de Veludo!Cansei-me de sentar e me satisfazer em apenas adimirar sua formosa beleza.

     Certo dia,não satisfeita de me fazer passar horas só a contemplar sua beleza,me fez acordar de madrugada,só para olhá-la!Não me arrependo mais bela que aquela noite,jamais verei nenhuma rosa,nenhuma flor nunca chegará aos seus pés(perdoe-me todas as outras flores,não as desprezo!).

     Rosa,com é nacisista,com é vaidosa,faz questão de ter todos os olhares presente em si.E quando se sente ignorada(em sua concepção),ela começa a olhar pra baixo,suas pétalas a muchare...Ô rosa boba!Deixa meu quarto sem graça e meus olhos sem sua beleza exorbitante.

     Seu cadáver até hoje me pertence,acho bela ainda que morta.Um beleza cadaverica.Beleza oposta a sua antiga,mas nada me diz ser feio por não ser vivo.

     Só não entendo minha querida,por que morreu sem nem mesmo um dia chegar a se abrir?Por quê?Ai...Minha linda Rosa!

    February 23

    Trecho do Menino do Dedo Verde,de Maurice Druon

      Uma chuva de amores-perfeitos,papoulas e misótis abatera-se sobro os contigentes dos Voulás,que haviam respondido inundando os Vaitimboras de gerânios,margaridas e beijos.Um general ivera o quépi arrebatado por um buquê de violetas.
     Não se conquista um país co rosas,e as batalhas de flores nunca foram levadas a sério.
    February 13

    Que maravilha...que coisa linda...

    Juro,se pudesse descrever,descreveriria.Se não me faltassem palavras a boca para exprimir a sensação mágica,irreal que o momento, agora em lembranças me trás;se a cor do momento fosse vista em uma palavra,ou num conjunto delas;se minha alma saltitasse parada nas letras que aqui deixo como o momento que vivi,se podessem ver,sentir a altura em que viajava por causa de combinações de alguns fatores visuais e sentimentais;se arranjasse letras que trouxessem um flash-back na imaginação,ai se fosse possível o que eu queria que fosse.

     Península de Maraú.Onde tudo começa.No início,perda do tempo total,vivemos num tempo imaginário.Diversas pessoas,diversas imagens.

     O sol começa a cair,o céu em acordo com ele fica alaranjado,escuto algo suave,bom aos meus ouvidos,com uma canga estendida na areia e quem mais eu quero ao lado,não sei se a grande combinação da cerveja com o Côco-louco dá um astral mágico e especial ao lugar,quando Ele,aquela grande bola avermelhada começa a descer no horizonte,atrás daquele mar que de tão liso parece passado ferro;e mais ainda atrás daquele pedacinho de terra que avisto láááááááá no infinito;acho que o sol começa a reagir com aquele mar mágico e provoca cores alucinógenas,que nos atinge também e trás sentimentos alucinógenos,parece que com isso minha alma já foi mais longe que todo o céu alaranjado que vejo lá em cima tão infinitamente.O sol se foi,pra no outro dia nos propôr esse êxtase novamente(o que não acontece,foi o único pôr-do-sol que vimos lá,e tão mágico em canto nenhum).

    Quando Ele descança, palmas e uhus são ouvidos,um espetáculo desses!Ainda estou meio atordoada,não sei o que se passa,só vejo o sol indo,um sorriso imenso no rosto e no rosto do meu querido vejo reflexos dessa felicidade êxtasiante,e algo que me faz flutuar,é assim que me vejo,flutuando ainda nos vestígios que o sol deixou de cores magníficas no céu.

    Fui encantada e tragada para algum lugar desconhecido,que prefiro deixá-lo assim,desconhecido,conhecê-lo estragaria toda a sua magia.

     

     

    Isso é algo que tenta se aproximar da minha verdade,não alcança,mas é querer demais passá-la por completa.É indescritível o que pretendia descrever,então é isso.

     

     

    January 08

    Vestibulando

     Presa,trancada.Uma sala quadriculada.Presa,trancada em meio a milhões iguais à mim.
     Olhares sobre minha cabeça e sobre os meus,papéis.
     Uma lâmina sabilmente recortada e formatada para fazer pontas de uma maneira estratégica,envolvida indiretamente apenas,com o foco da minha visão.
     Olhares pesados sobre minha cabeça,além do peso da gravidade juntamente com a pressão,que fazem doer meu pescoço.
     
    Improviso em um papel tão quadriculado e lotado quanto minha sala,com uma letra quase indecifrável.Eu,espremida em quadradinhos em quanto há de sobra na sala o que me falta.Ihh...olhares pesados sobre minhas letras.
     
     Minuto à minuto se passa,meu fulturo,num fulturo papel deste,meu fulturo passa página por página e no presente imaginando fulturo espero minuto à minuto,15 infinitos minutos,marcados por pin-pin-pin a cada cinco.
     
    Olhares pesados me derrubam,fico perdida minuto à minuto,com mãos coçando,papéis fechados.
     Observo...meros animais,sendo-nos submetidos a teste de animais,querem prender meu conhecimento em um papel fechado,sei muito mais do acham,do que fiz,meus pensamentos não tem um limite de dez páginas e nem de 50 questões,muito menos de duas alternativas.
    January 03

    INÚTIL!

     Inútil criança

     Inútil esperança

     o ser que não quer ser

     essa piada vida

     

     Estar contido

     Inúteis simplicidades

     complexas

     Quebra-cabeça

     Inúteis

     

     Inútil estar

     sem compreender

     Inútil dizer

     se confudir

     inútil ser

     

     Espaços vazios

     não inúteis

     completos de vazio

     

     

    December 26

    Fim da briga contra o tempo

     Tempos e tempos.
     Tempos de chá-não de cogumelo-de sumiço.Tenho uma ótima explicação para o abandono (virtual) das letras por uns tempos;Frederico Nicholson chegou.Basta né?
     
     Sim,ainda me restam algumas folhas escritas,jogadas,rabiscadas no fundo de meu caderno.Não,não vou desenterra-las,quero deixar aqui idéias fresquinhas,acabadas de sair do forno.
     
     
     
    E sonhou a menina verde...
     
     
     Menina verde,dos beiços grandes e bastante avermelhados.Ei menina que usa este vestidinho rosa e esse penteado moderno,com grandes olhos arregaçados,o que tu fazes ai pendurada?
      Menina que dança com os ventos,se perde nesta canção,arrasta-te uma ventania embalada nesta melodia.
     Ei menina,onde estás agora?Perdida no tempo andas?Foste parar e ficar onde o vento faz a curva?
     Estais é cega e surda-muda,só não para a música que até hoje estais a tocar brandamente em seus ouvidos,ela dança a música dos ventos,como se fosse tragada e dominada completamente por ele.
     Danças por ai,perdida,rodopiando entre quilômentros e quilômentros de grãos de areia,apaixonada,cega,surda e muda,encantada e dominada pelo vento e sua canção.
     Ei menina verde,me diz o que fazes pendurada e perplexa neste marron fundo?